sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Politica Educacionais



Brasil precisa de política educacional mais eficiente

ANÁLISE: Naercio Menezes Filho - Especial para o Estado
25 Abril 2014 | 02h 16

Nas últimas duas décadas, os alunos brasileiros passaram a permanecer mais tempo na escola. Isso se deve a uma série de políticas acertadas, entre elas, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), o programa Bolsa Família, as políticas de progressão continuada e a valorização da educação pela sociedade brasileira.


Esses avanços na escolaridade média dos jovens brasileiros já têm reflexos no mercado de trabalho, com a queda na desigualdade de renda. Entretanto, o aprendizado obtido por esses jovens no fim do ensino médio ainda é muito baixo e não aumentou nos últimos anos. Por isso o desempenho do Brasil em testes internacionais padronizados é tão decepcionante.

Mas há exceções localizadas. Cidades como Sobral, no Ceará, apresentam uma evolução excepcional no aprendizado dos alunos. Como podemos fazer para que isso aconteça também no resto do Brasil?

As políticas públicas devem começar nos primeiros anos de vida dos alunos. Pesquisas recentes mostram como as crianças já chegam à escola com diferenças enormes na capacidade de aprendizado, dependendo do nível socioeconômico dos pais. As crianças que crescem em famílias com sérios problemas emocionais, financeiros e sociais têm o aprendizado comprometido para toda a vida.

Políticas públicas para acelerar o desenvolvimento das habilidades cognitivas dessas crianças têm apresentado retorno muito elevado. Na escola o foco tem que ser na alfabetização. Também é necessário adotar o mesmo currículo em todas as escolas da rede; medir o progresso dos alunos várias vezes ao ano; trocar os professores que não estão obtendo sucesso; e premiar os melhores diretores e professores. Além disso, no Ceará, parte dos recursos do ICMS que são transferidos para os municípios depende de índices educacionais. Assim, os prefeitos têm incentivos para melhorar a educação a fim de obter mais recursos.

Em âmbito nacional, o governo federal deveria transferir parte dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para os estados e municípios com base em critérios de efetividade na aplicação da verba. Os critérios devem levar em conta a adoção do currículo nacional único; o uso de avaliações externas anuais para acompanhar o aprendizado; a eficiência na aplicação dos recursos (medida pela relação entre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e gastos); a porcentagem de escolas com pelo menos 6 horas efetivas de aula por dia; a valorização do bom professor; o uso do regime probatório para seleção apenas dos melhores professores; a permissão para o funcionamento de escolas charter (administradas privadamente) nos municípios e a intervenção direta nas piores escolas.

Somente com uma postura firme do governo federal em adotar políticas educacionais eficazes para aumentar o aprendizado melhorar é que haverá melhora na qualidade das escolas e do aprendizado. Situação essencial para aumentar a competitividade e a produtividade da economia brasileira.

NAERCIO MENEZES FILHO É PROFESSOR TITULAR E COORDENADOR DO CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DO INSPER E PROFESSOR ASSOCIADO DA FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO.

http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-precisa-de-politica-educacional-mais-eficiente-imp-,1158461

Para que o avanço na educação realmente se efetive, é necessário que seja revisto o Projeto Politico Pedagógico, para atender as necessidades da atualidade,  e investir na educação continuada dos professores para que se amplie os horizontes e se construa uma sociedade critica, reflexiva e preparada para o futuro.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Benefícios de um Ambiente Inclusivo e suas Dificuldades.
Para Staimback e Staimback (1999), o educador pode desempenhar um importante papel na percepção dos alunos de que esses têm potencialidades e limitações diferentes. Sugerem propostas de atividades em que os alunos sejam estimulados sobre suas habilidades e identificadas suas limitações.

De acordo com os dois autores:

Gerando respostas dessa maneira, os alunos e o professor podem ver que todos têm aptidões e habilidades e que todos precisam de ajuda em algumas áreas. Karen pode ser ótima em leitura, mas pode precisar de ajuda nas brincadeiras no playground. Carmen pode ter dificuldade em matemática, mas é ótima para lembrar-se de coisas e organizar pessoas e atividades. As salas de aula podem tornar-se comunidades de apoio mútuo se os professores promoverem o respeito pelas diferenças e proporcionarem oportunidades diversificadas para os alunos enxergarem uns aos outros de muitas maneiras. (STAIMBACK; STAIMBACK, 1999, p. 299).

Dessa forma, o benefício da permanência dos estudantes com deficiência nas classes do ensino regular se estende a todos. Através da convivência com alunos com diferentes potencialidades e limitações, os estudantes têm oportunidade de aprender mais coisas do que o currículo formal pode ensinar.

Segundo O’Brien (1992, 1993, 1994, apud STAIMBACK; STAIMBACK, 1999, p. 53):

Entre os benefícios que os alunos das escolas inclusivas, desde a educação infantil até o ensino médio, comumente relatam estão a descoberta de pontos em comum com pessoas que superficialmente parecem e agem de maneira muito diferente; ter orgulho em ajudar alguém a conseguir ganhos importantes, aparentemente impossíveis; ter oportunidade de cuidar de outras pessoas; agir consistentemente baseados em valores importantes, como a promoção da igualdade, a superação da segregação ou a defesa de alguém que é tratado injustamente; desenvolver habilidades cooperativas na resolução dos problemas, na comunicação, na instrução e na prestação de ajuda pessoal; aprender diretamente sobre coisas difíceis, incluindo a superação do medo das diferenças; resolver problemas de relacionamento ocorridos em aula; lidar com comportamento difícil, violento ou auto destruidor; lidar com os efeitos de questões familiares no coleguismo; enfrentar e apoiar um no outro durante enfermidades graves ou morte de alguém de sua própria idade.

Para Staimback e Staimback (1999), as amizades conquistadas pelos alunos em um ambiente inclusivo podem auxiliá-los a se sentirem realmente membros de suas comunidades e a terem oportunidade de aprender o respeito, o interesse e o apoio mútuo em uma sociedade inclusiva, ao mesmo tempo em que aprendem habilidades acadêmicas. Assim, para os autores, a possibilidade de os alunos experienciarem e compreenderem a diversidade de uma comunidade propicia a construção de comunidades seguras e protetoras que evitam a exclusão pelo isolamento de indivíduos ou grupos.

Mas o fato é que muitas vezes os profissionais envolvidos com a educação têm se mostrado apáticos diante da estrutura educacional existente no país, e resistem a mudar o seu jeito de trabalhar, não vendo saída para alterar sua prática pedagógica cotidiana. Acrescente-se a isso o fato das classes serem muito numerosas, por vezes com mais de quarenta alunos, piorando a situação.

A inclusão não é uma tarefa fácil, mas é, sem dúvida, possível. E se a realidade enfrentada é difícil, faz-se necessário buscar formas para mudá-la: salas lotadas; alunos indisciplinados; quadro negro e giz na maioria das escolas, enquanto existem novas tecnologias que muitas vezes não são disponibilizadas para uso, por medo de que os alunos quebrem, ficando, por isso, "bem guardadas" e trancadas; esses são alguns dos entraves. Isso, quando existe mobiliário e ambiente adequados para que os alunos estudem.

Mas qual é a escola desejada? Se o que se quer é uma escola democrática, na qual os direitos de todos sejam respeitados, é preciso refletir muito acerca deste assunto, já que é a partir da reflexão e da observação que se constrói a ação pedagógica.

Sem dúvida, esse é o primeiro passo para uma efetiva inclusão. Entretanto, não se pode ser simplista a ponto de acreditar que seja o único. Hoje existe uma excessiva teorização da prática pedagógica. É comum que seja dito muito do que é preciso fazer, sem que sejam apontados caminhos para essas ações.
http://www.bengalalegal.com/desafios
É realmente uma tarefa díficil, mas não impossível.Se todos os membros da escola se propuserem a contribuir com essa inclusão e aperfeiçoamentos para os que necessitam serem assistidos com mais atenção poderá dar certo.
De nada adianda fazer projetos e não cumpri-los, precisamo coloca-los em prática.Como saberemos se o que propomos em atividades de aprendizagem para o aluno com deficiência foi ou não benéfico se não for colocado em prática pela escola.
Com certeza não irá faltar dentro da sala de aula um coleguinha disposto a ajudar esse "novo" aluno em alguma atividade, a se inserir na sala...
Infelismente essas atitudes não são suficientes para que ocorra a inclusão.A mobilização é mair, no sentido de aprendizagem,ou seja,materiais adaptados,atividades condizentes para o contexto desse aluno, e um ambiente acolhedor.Os projetos precisam sair do papél. D\evemos lutar por uma escola inclusiva de qualidade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Plano Nacional de Educação uma nova possilidade?

Gostaria de comentar um pouco sobre esse artigo muito se diz a respeito da educação e o quanto ainda precisa ser tratado ou revisto melhorado, mais porque não obsevarmos que a educação se inicia no momento em que desejamos ser cuidados, damos aos outros o que temos, vemos hoje resultados ainda negativos em relação á outros países, acredito que nosso foco deveria ser na educação que é segmentada direcionada à outro ser humano, estamos desenvolvendo uma sociedade em que ter é primordial e ser deixou de ser importante, não que os dois pontos não sejam importantes ,mas o oue ocorre é que o peço tem suas diferenças,todas as medidas tomadas serão vazias se não houver uma humanização das ações empreendidas, equidade bonita palavra que nos permite reconhecer igualmente o direito de cada um qual é esse direito que estamos deixando à nossa sociedade? deixo essa reflexão à vocês.
“O PNE é o grande guia para que possamos mudar a Educação brasileira de forma estruturante”, diz ministro da Educação por: Stephanie Kim Abe O ministro da Educação Henrique Paim, a diretora-executiva do movimento Todos pela Educação Priscila Cruz e o superintendente executivo do Instituto Unibanco Ricardo Henriques discutiram os desafios que o PNE deve solucionar para garantir a qualidade da Educação (Foto: José Cordeiro) O ministro da Educação Henrique Paim defendeu por que o Plano Nacional de Educação é tão importante para mudar a Educação brasileira. “O PNE é uma janela de possibilidades. Em primeiro lugar, porque é um plano diferenciado. Não é como o Plano anterior, que tratava muito mais de acesso. É um Plano que trata de quantidade, de qualidade, de equidade, de outros elementos que são fundamentais para que possamos avançar mais em relação à Educação”. A declaração foi dada durante o Fórum Estadão Brasil Competitivo, ocorrido na terça-feira (19/08) em São Paulo. Na ocasião, ele também chamou atenção para instrumentos que considera importantes para a execução plena do PNE. Um deles é o reconhecimento do sistema de avaliações educacionais desenvolvido pelo MEC nos últimos anos, que reúne estatísticas de estudantes do ensino básico e superior. “Não podemos gerir sem ter boa medição”, diz. Ele também citou a importância do financiamento e disse ser necessário avançar mais nessa questão. Apesar de reconhecer o grande passo que foi a aprovação da destinação dos royalties do petróleo para a Educação, ele admitiu que não saber se será suficiente para cumprir a meta de 10% do PIB. Para Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, também presente no evento, o Plano não dá tanto espaço para a equidade: “aponta para elementos-chave de quantidade e igualdade, mas é tímido quanto a equidade”. A diretora-executiva do movimento Todos pela Educação Priscila Cruz também defendeu a necessidade de reforçar essa característica nas políticas públicas, para que o direito à Educação de qualidade atinja a todos: “a equidade é muito importante porque não adianta você ter uma elite bem educada. Precisamos de todo um país bem educado para conseguirmos avançar como país e melhorar o tratamento que damos aos nossos cidadãos”. Gestão O ministro defendeu também que a gestão é complementar ao financiamento e deve garantir que haja uma pactuação entre municípios, estados e Ministério da Educação. Ele destacou práticas que estão levando a esse maior alinhamento entre todos os entes da federação, que resultem em mais responsabilização e, dentro de um ano, planos educacionais elaborados em cada município e estado. Um regime de colaboração que garanta o compromisso e controle de cada esfera do setor também foi uma questão levantada por Ricardo Henriques. “O maior esforço deve ser como rebater o Plano para as esferas estaduais e municipais. Implementá-lo é essencial”, disse. Ele defendeu que haja uma profissionalização na carreira do gestor e que o uso de recursos seja administrado com uma padronização das práticas: “a qualidade da gestão compromete integralmente a nossa possiblidade de mudar de posição com relação à Educação”. Educação Infantil e Ensino Médio É nas “duas pontas”, como apontou o ministro, que está o problema principal de acesso e que o PNE tem o objetivo de enfrentar. A Educação Infantil é a ponta da desigualdade e oferecer Educação de qualidade nessa etapa de ensino é garantir melhores perspectivas de futuro para as crianças. “É fazer com que essas famílias mais pobres possam ter igualdade de condições, porque elas vão ter na escola pública um tratamento mais adequado, trabalhando uma série de estímulos que são necessários para que o filho possa ter desempenho melhor durante a Educação Básica”, disse Paim. Já sobre o Ensino Médio, o ministro sinalizou a necessidade de rever o e dar mais flexibilidade ao currículo dessa etapa. É preciso avançar na integração do Ensino Médio com o ensino técnico, ainda que o Pronatec tenha atingido a meta de 8 milhões de matrículas. “Apenas 8% dos alunos que fazem Ensino Médio cursam a Educação Profissional – quando em países ricos essa taxa é de 50%”, explicou o ministro. Participação da sociedade Outro ponto levantado no debate importante para garantir que o PNE seja posto em prática é a participação da sociedade. É preciso acompanhar, monitorar e debater entre todos para que se possa fiscalizar o governo e garantir os direitos dos cidadãos. “A vitória não é a aprovação do PNE, mas sim a sua implementação. É preciso ter um esforço da sociedade para que o PNE não entre na gaveta”, disse Priscila Cruz. Para isso, a Educação deve ser o centro das discussões e a prioridade de toda a sociedade. E é exatamente a falta de participação e engajamento que Ricardo Henriques apontou como um desafio a ser enfrentado – em todos os estratos da sociedade. “Eu não vejo os pais de classe média e média alta falando sobre educação. Não é tema da mesa no fim de semana. Poucos pais vão às suas escolas privadas discutir qual é o plano pedagógico daquela escola”. Ou seja, não é apenas entre as famílias com filhos em escolas públicas que a discussão é evitada. E é só quando todos começarem a se interessar pela Educação pública de qualidade que conseguiremos avanços do Brasil em termos educacionais: “O melhor indicador? O momento em que a classe média tomar a decisão de voltar os filhos para a escola pública. Então teremos feito, em parte, a revolução na Educação”, disse Henriques. Link: http://educarparacrescer.abril.com.br/blog/boletim-educacao/2014/08/22/o-pne-e-grande-guia-para-possamos-mudar-educacao-brasileira-de-forma-estruturante-diz-ministro-da-educacao/